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domingo, 28 de novembro de 2010

Exposição de Fotografias Modernistas Brasileira "Moderna Para Sempre"

Foto de Chakib Jabor
 O Centro de Arte Contemporânea e Fotografia da Dundação Clovis Salgado, recebe a exposição "Moderna Para Sempre - A fotografia modernista brasileira na coleção Itaú. A mostra apresenta 87 obras de 26 artistas prodizida sentre 1940 e 1970, sobretudo na década de 50. "Quando na esteira do modernismo europeu e americano da década de 20, os artistas brasileiros entraram na discussão sobre os limites da arte fotográfica". Este recorte da coleção de fotografias do Itaú mergulha, sobretudo, no movimento fotoclubista brasileiro.  



 Pude observar na exposição a identidade do trabalho dos atistas que parece seguir o périodo  em que produziram as obras. De fato as décadas 50 do século passado que foi desencadeado as tendencias modernistas. Este foi resultado, em grande parte, da assimilação de tendências culturais e artísticas lançadas pelas vanguardas europeias no começo do século XX.

Algumas das fotografias expostas procuram retratar os reflexos do modernismo no país. Paulo Pires, por exemplo, retrata a metrópole paulistana em vertiginoso crescimento, com seu trabalho sobre o Copan de Niemeyer, como se observa na foto linhas. 






Foto de José Yale
A arquitetura foi registrada em muitas fotografias, afinal o modernismo refletiu incisivamente nas construções da metade do século XX no Brasil. O crescimento indústrial e urbano do páis teve um importante papel no fotoclubismo nacional.
A exposição traz as obras dos artistas: Ademar Manarini, André Carneiro, Chico Albuquerque, Chakib Jabor, Dalmo Teixeira, Délcio Capistrano, Eduardo Enfeldt, Eduardo Salvatore, Francisco Quintas Jr., Georges Radó, Geraldo de Barros, German Lorca, Gertrudes Altschul, Gunter E. Schroeder, João Bizarro da Nave Filho, José Oitica Filho, José Yalenti, Lucilio Correia Leite Jr., Julio Agostinelli, Marcel Giró, Nelson Kojranski, Osmar Peçanha, Paulo Pires, Rubens Teixeira Scavone, Thomaz Fakas e Tufi Kanji.


Foto de José Yalenti
Foto de  Dalmo Teixeira



 A exposição estará aberta até p dia 19 de dezembro com entranda franca no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia





Quintas da Dança - Palácio das Artes

A Cia de Dança do Palácio das Artes esta fazendo intervenções no Hall de entrada e espaçoes de circulação do Palácio Todas as quintas-feiras as 18hrs e 30min.







"Quintas da Dança" se tornou um espço de exposição de experimentações e propostas dos bailarinos da cia de dança. Estamos acostumados a espetáculos ocorrendo em palcos ou, pelo menos, em lugares reservados para tais eventos. No entanto, o evento apresentado se trata de intervenções em espaços de circulação e com ampla visibilidade do público que passa na calçada em frente. Acredito que uma grande parcela da população talves nunca tenha entrado no Palácio das artes, muito menos tenha assistido um espetáculo de dança. A proposta dos bailarinos faz uso de um espaço atípico se misturando aos recepcionistas e funcionários do local.




Este ano as apresentações ocorrerão todas as quintas, as 18h30, com a última apresentação no dia 16 de dezembro no Hall de entrada principal com entrada livre.


Confira mais fotos:

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Peça Teatral "Música Urbana"

O Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado apresenta entre os dias 20 e 26 espetaculos de jovens estudantes de teatro. Música Urbana e Meu Espaço Neste Mundo são os dois espetaculos apresentados, ambos foram motados pelos alunos e professores e contam com entrada franca. Confira os horáios das apresentações no site da Fundação Clovis Salgado.

A motagem “Música Urbana”, interpretada por crianças de 9 a 12 anos, é fruto de uma improvisação de alunos do primeiro semestre de 2010 do Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado. A históia se passa em espaços públicos de um grande centro urbano, um grupo de amigos grafiteiros resolve ajudar um componente do grupo a realizar uma grande declaração de amor.

As cenas se passaem em lugares comuns de uma cidade, o enredo aborda as diferentes relações entre as pessoas diariamente nas ruas da cidade. Em uma praça central vários tipos de situações ocorrem, vendedores ambulantes, turistas e pessoas de diferentes classes sociais se encontram, ou pelo menos se esbarram. De forma descontrída, os jovens atores conseguiram representar as diversas situações do cotiano, até mesmo dentro de ônibus lotado. A abordagem do uso dos espaços público para manifestações, como por exemplo a grafitagem e o meio urbano, como pano de fundo para os contrastes culturais e sociais, foi o foco dos pequenos atores.



quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Andrea Chénier. A Revolução na Ópera

, Há algum dias atrás tive a oportunidade de assistir uma Ópera intitulada Andrea Chénier de Umberto Giordano. Muito bem produzida e com excelência nos detalhes e na interpretação, o espetáculo é envolvente e prende a atenção do espectador até o fim. Andrea Chénier caiu no gosto do público desde sua estréia, em 1896, com o enredo que relata a história de um grande poeta francês.
"Andrea Chénier é uma ópera de grandes paixões, grandes paradoxos: amor e esperança em meio a reviravoltas políticas e destruição."
 A trama aborda a vida de Chénier, um grande poeta moderno, preso e guilhotinado durante o período do Terror na Revolução Francesa. Publicou pouco e foi conhecido apenas depois de sua morte, aos 32 anos. Ele era um revolucionário que fez dos seus poemas uma arma contra os abusos da revolução e se apaixona pela nobre jovem, Maddalena Coigny.
Um ponto que teve lugar especial na ópera foi o cenário, projetado pelo cenógrafo Renato Theobaldo, que usando poucos objetos de cena e estruturas em grande escala, conseguiu retratar as ambientações com originalidade e beleza. O cenógrafo não se ateve em montar cenários que representassem fielmente a arquitura e as paisagens francesas do século XVIII. Pelo contrário, usando matériais muitas vezes simples como plástico transparente, tule e malhas, alcançou um grande efeito visual e aparentemente de fácil montagem, o que para um grande espetáculo com pequenos intervalos entre os atos é essencial.
Em todos os cenários foram usadas duas estruturas com escadas sendo que uma delas era ligada a uma grande rampa. O primeiro ato se passa no jardim de inverno do castelo dos condes de Coigny, na província francesa. Nessa montagem foram usados apenas plásticos transparentes, que formavam colunas e paredes de cor prata devido à iluminação.
 No segundo ato, o elenco está reunido em um lugar público, o terraço de um café. Há um altar dedicado a Marat, com o busto do revolucionário. Dessa vez as cores remetiam as da bandeira da França, assim como os extravagantes figurinos. No fundo um grande pano azul, e pendurado por cima das mesas algumas peças de tule branco com algumas roupas.
No terceiro ato, a cena se passa no tribunal revolucionário, com um pano de fundo vermelho, escadas e dessa vez, uma grande rede de malha costurada. Nessa mesma cena, a estrurura de malha é movida para a lateral, abrindo espaço no meio do palco.


A grande surpresa ficou para o final, o quarto e último ato se passa na prisão de Saint Lazare. No pátio da prisão é onde Chénier escreve e depois encontra Maddalena antes da morte. O cenário ficou à altura da cena, a estrutura de malha continuou, só que agora com mais uma grande parte anexada, retorcida junto à primeira formando um teto. De fato, o cenógrafo alcançou com simplicidade de material um grande impacto visual. 



Antes de entrar para o Grande Teatro no Palácio das Artes e assistir a ópera, confesso que esperava encontrar um cenário bem tradicional, fiel aos detalhes da época, mas fui surpreendido por algo simples e impactante. 

Confira aqui mais fotos: http://picasaweb.google.com/117298126087730063788/OporaAndreaChenier#