terça-feira, 21 de setembro de 2010

Time Square será revitalizada e fechada ao trânsito.

Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida em alguns grandes centros urbanos, a utilização dos espaços públicos onde convivem pedestres e veículos tem sido revista. 
Em Nova Iorque a Snøhetta, organização internacional de arquitetura, foi escolhida em julho deste ano para realizar um projeto de reconstrução da Time Square, criando praças para pedestres.
 A Time Square , conhecida como o coração da ilha de Manhattan em Nova Iorque, é de fato um símbolo de grande centro urbano. A paisagem da cidade é caracterizada pelas cores escuras dos grandes edificios, mescladas com a intensa poluição visual causada pelos milhares de telões e outdoors coloridos espalhados pelas ruas e prédios.
Para realizar o projeto, a organização Snøhetta, com sede em Oslo e Nova Iorque, transformará a Time Square em uma grande praça para pedestres, incluíndo a completa remoção do tráfego de veículos na localidade com  o intuito de desafogar o trânsito em áreas de intensa circulação de pedestres,a construção permanente das praças está prevista para 2012. Até lá, o departamento de transportes da cidade de Nova Iorque e o fundo da prefeitura para o crescimento da cidade, promoveram uma competição de design para elaborar na área, tratamentos temporários que mudem a paisagem da Time Square.
 A artista Molly Dilwrth, vencedora da competição, elaborou um tratamento de superfície de larga escala, "Cool water, hot island" (água fria, ilha quente), o projeto é definido como arte pública, pretende transformar as praças da Time Square em um rio urbano por meio de pintura na coberura do solo. É composto por uma representação gráfica em tons de azul e tem o objetivo de reduzir o efeito das ilhas de calor urbano, amenizando a sensação climática na região. Além de refletir mais a luz solar com as cores em tons claros, o projeto pretende melhorar a aparência das praças temporárias tornando-as mais confortáveis aos usuários.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Projeto Casa Villa Arpel

Esta é uma apresentação de parte do projeto gráfico desenvolvido na oficina de fundamentação e instrumentação do curso de arquitetura e urbanismo.

video

 Villa Arpel é um projeto baseado na casa de mesmo nome do filme Mon Oncle (Meu Tio) de Jacques Tati (1908 - 1982). O filme, do fim dos anos 50, é uma sátira as tendências modernistas e tecnológicas já crescentes na época. 
A casa da família Arpel, é um exemplar da modernidade na década de 50, a cozinha é equipada com tudo de mais moderno daquele tempo e, dentro da sua estrutura monótona e com poucos movéis, os moradores "usufruem" de toda tecnológia e "conforto" que a casa proporciona.  
 Na casa "tudo se comunica", o portão principal abre sozinho, as portas funcionam com sensores e os móveis são de designer arrojado, mas desconfortáveis quando usados. É com essa crítica que Jacques Tati mostra em seu filme o caos que a interferência excessiva das inovações tecnológicas causa no cotidiano das pessoas. O frio mecanismo da casa e o barulho gerado pelos aparelhos quando ligados, faz que a casa se assemelhe a uma fábrica e a situação fica ainda mais complexa quando os ruídos impedem a comunicação do casal. Com efeito, é a casa que determina a vida dos moradores, eles são levados a seguir uma organização imposta por ela, uma rotina criada sem levar em conta as necessidades e vontades das pessoas que ali habitam.
O caminho que atravessa o geométrico jardim, indica onde as pessoas devem pisar, há um lugar onde se deve almoçar, outro para tomar o café e outro para receber os convidados. A Villa Arpel se torna para seus habitantes um cenário e, a cada circunstância fica estabelecido pelo espaço como eles devem se comportar. Um exemplo é o chafariz com forma de peixe no jardim, que é ligado somente quando chega alguma visita.





Sendo a casa que dita as regras, ela também impõe formalidades aos seus moradores e os tornam uma família fria e monótona. Em uma das suas fachadas existem duas janelas com formato de círculos, é como se fossem dois olhos, sempre observando e controlando quem ali vive. Certamente essa é uma casa que difícilmente uma criança gostaria de viver e de fato é o que acontece com Gerard, o filho do casal, sempre entediado pela falta do que fazer na casa. 
Em oposição a metódica rotina da Villa Arpel, é notável  o simpático personagem tio Hulot (Jacques Tati), irmão da Sra Arpel, ele vive numa espécie de cortiço, onde as coisas não seguem um padrão prederminado ou simétrico, as coisas são adaptadas segundo a nescessidade das pessoas. Na bagunçada vizinhança onde Hulot vive os moradores são simples e espontâneas, as coisas acontecem naturalmente sem a extrema formalidade da Villa Arpel. O filme garante uma  interessante reflexão sobre a ordem e, sem duvida alguma  pode ser uma base para discussão sobre os desafios urbanos da atualidade.     
                                          

   
Imagens do projeto: